Congresso: Os versos do verso livre – três momentos de transgressão

Simpósio: POESIA E TRANSGRESSÃO
Título da Comunicação: Os versos do verso livre — três momentos de transgressão
Resumo: A consolidação do verso livre como forma poética default na contemporaneidade — em contraste, por exemplo, com o período em que o soneto se destacava como a forma predominante de fazer poesia — exige uma atenção mais detida para as práticas prosódicas que o conceito de “verso livre” abrange. Faz-se necessário compreender a historicidade e as características específicas dos distintos versos livres modernos para que, assim, seja possível identificar o que há de inovador ou não na produção contemporânea, o que há de transgressor ou não nos usos do verso livre entre nós — afinal, o surgimento do verso livre não representou o fim do verso ou dos seus aparatos de descrição, e sim o início de uma nova tradição de formas poéticas. Essas formas, por também terem como base o discurso, são analisáveis e passíveis de descrição segundo o mesmo instrumental de versificação que vem sendo utilizado há milênios, embora esse instrumental tenha sido expandido para incorporar as experiências formais transgressoras dos séculos mais recentes. Com o amparo de exemplos textuais e análises demonstrativas, o que se pretende, neste trabalho, é configurar uma abordagem de três momentos de transgressão em que os distintos versos do verso livre surgiram e se impuseram: 1. o momento de publicação e disseminação das Leaves of Grass, de Walt Whitman, quando foi sistematizado o Verso Livre Tradicional (ou Clássico); 2. o momento da morte de Victor Hugo, da tradução de Whitman para o francês e da publicação de “Crise de Vers”, de Stéphane Mallarmé, aquele em que se consolidaram o Verso Livre Polimétrico e o Verso Liberto; 3. o momento de surgimento do Imagismo, vanguarda poética estadunidense, momento em que foram sistematizados o Verso Curto e o Verso Livre Novo.
Palavras-chave: Verso Livre; Transgressão; Versificação
Data Envio: 14-06-2021

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