Tradução: The Bull e Young Sycamore, de William Carlos Williams, no jornal RelevO

As traduções para os dois poemas de William Carlos Williams encontram-se nas páginas 18 e 19 da edição de fevereiro do jornal RelevO.

Também é possível visitar o site do jornal e conferir as demais edições no endereço: https://jornalrelevo.com/edicao/arquivo/

Tradução: Paterson [excerto], na revista Estúdio 50

Revista Estúdio 50
Número 04 | Ano 1 | Agosto de 2021
36 páginas

https://www.edicoesmacondo.com.br/produtos/estudio-50-04

Nesta edição:

  • Ana Carolina Assis entrevista Estela Rosa
  • A casa editorial da poesia contemporânea, por Anelise Freitas
  • Três poemas inéditos de Fernanda Vivacqua
  • Um trecho de Paterson, de William Carlos Williams, traduzido por Amarílis Lage e João Moura Fernandes  

Editorial

Contar uma história pode se dar de várias formas, e a maioria delas tende a criar uma sensação de realidade, o que não significa necessariamente uma equivalência direta com o que chamamos de real. É mais ou menos isso o que Estela Rosa apresenta no seu novo livro, Cine Studio 33, que, além de ser o lançamento das Edições Macondo do mês que vem, é também o motivo e as reverberações da entrevista dessa edição, guiada pela poeta Ana Carolina Assis. Nessa conversa, Estela nos conta como os textos, mesmo de ficção, mas com os ares de realidade, quando colocados em livro, se tornam um documento histórico que abandona as regras do registro ficcional e passa a ser o que realmente aconteceu. É como se apenas quando escritas, a partir da montagem da memória, as histórias se tornassem reais. O Cine Studio 33 é sobre esse rasgo que operamos na realidade, ao transportar as narrativas de uma família e de uma cidade, que se confundem, para as páginas de um livro impresso. A ilha de edição não é apenas a da memória, mas também a do próprio cinema, o que dá título a esse projeto e o que acompanha, em tom quase documental, não apenas os textos que lemos nesse novo trabalho da poeta, como também a entrevista, em que às vezes não sabemos se Estela fala do que aconteceu na sua vida, ou se fala do que está escrito no livro (o que, na verdade, não importa muito).

São também as histórias e as possibilidades de recontá-las que guiam os textos de Anelise Freitas e Fernanda Vivacqua nessa edição. Enquanto Anelise parte de alguns poemas de Ana Guadalupe e de Camila Assad para pensar na casa e na poesia, constrói a partir deles, e das suas experiências entre várias casas, um lugar de possibilidades, esse que só existe pelas palavras e pelas ações que tomamos a partir delas. Já Fernanda propõe uma reconstrução das histórias clássicas de violência entre homem e mulher, mostrando que a inversão dos termos pode não apenas nos fazer enxergar com outros olhos tal relação de dominação, mas também reconstruir as narrativas oficiais.

Por fim, encerrando este quarto número da Estúdio 50, Amarílis Lage e João Moura Fernandes nos apresentam a tradução de um dos excertos de Paterson, poema épico do estadounidense William Carlos Williams, que coloca em tensão e reconstrução não apenas a pulsão de um logos e a realização de uma epopeia, mas também a própria materialidade escrita das palavras.

Tenham uma boa leitura,

Edições Macondo

Tradução: Paterson [excerto], na revista Estúdio 50

Revista Estúdio 50
Número 04 | Ano 1 | Agosto de 2021
36 páginas

https://www.edicoesmacondo.com.br/produtos/estudio-50-04

Nesta edição:

  • Ana Carolina Assis entrevista Estela Rosa
  • A casa editorial da poesia contemporânea, por Anelise Freitas
  • Três poemas inéditos de Fernanda Vivacqua
  • Um trecho de Paterson, de William Carlos Williams, traduzido por Amarílis Lage e João Moura Fernandes  

Editorial

Contar uma história pode se dar de várias formas, e a maioria delas tende a criar uma sensação de realidade, o que não significa necessariamente uma equivalência direta com o que chamamos de real. É mais ou menos isso o que Estela Rosa apresenta no seu novo livro, Cine Studio 33, que, além de ser o lançamento das Edições Macondo do mês que vem, é também o motivo e as reverberações da entrevista dessa edição, guiada pela poeta Ana Carolina Assis. Nessa conversa, Estela nos conta como os textos, mesmo de ficção, mas com os ares de realidade, quando colocados em livro, se tornam um documento histórico que abandona as regras do registro ficcional e passa a ser o que realmente aconteceu. É como se apenas quando escritas, a partir da montagem da memória, as histórias se tornassem reais. O Cine Studio 33 é sobre esse rasgo que operamos na realidade, ao transportar as narrativas de uma família e de uma cidade, que se confundem, para as páginas de um livro impresso. A ilha de edição não é apenas a da memória, mas também a do próprio cinema, o que dá título a esse projeto e o que acompanha, em tom quase documental, não apenas os textos que lemos nesse novo trabalho da poeta, como também a entrevista, em que às vezes não sabemos se Estela fala do que aconteceu na sua vida, ou se fala do que está escrito no livro (o que, na verdade, não importa muito).

São também as histórias e as possibilidades de recontá-las que guiam os textos de Anelise Freitas e Fernanda Vivacqua nessa edição. Enquanto Anelise parte de alguns poemas de Ana Guadalupe e de Camila Assad para pensar na casa e na poesia, constrói a partir deles, e das suas experiências entre várias casas, um lugar de possibilidades, esse que só existe pelas palavras e pelas ações que tomamos a partir delas. Já Fernanda propõe uma reconstrução das histórias clássicas de violência entre homem e mulher, mostrando que a inversão dos termos pode não apenas nos fazer enxergar com outros olhos tal relação de dominação, mas também reconstruir as narrativas oficiais.

Por fim, encerrando este quarto número da Estúdio 50, Amarílis Lage e João Moura Fernandes nos apresentam a tradução de um dos excertos de Paterson, poema épico do estadounidense William Carlos Williams, que coloca em tensão e reconstrução não apenas a pulsão de um logos e a realização de uma epopeia, mas também a própria materialidade escrita das palavras.

Tenham uma boa leitura,

Edições Macondo

Congresso: Os versos do verso livre – três momentos de transgressão

Simpósio: POESIA E TRANSGRESSÃO
Título da Comunicação: Os versos do verso livre — três momentos de transgressão
Resumo: A consolidação do verso livre como forma poética default na contemporaneidade — em contraste, por exemplo, com o período em que o soneto se destacava como a forma predominante de fazer poesia — exige uma atenção mais detida para as práticas prosódicas que o conceito de “verso livre” abrange. Faz-se necessário compreender a historicidade e as características específicas dos distintos versos livres modernos para que, assim, seja possível identificar o que há de inovador ou não na produção contemporânea, o que há de transgressor ou não nos usos do verso livre entre nós — afinal, o surgimento do verso livre não representou o fim do verso ou dos seus aparatos de descrição, e sim o início de uma nova tradição de formas poéticas. Essas formas, por também terem como base o discurso, são analisáveis e passíveis de descrição segundo o mesmo instrumental de versificação que vem sendo utilizado há milênios, embora esse instrumental tenha sido expandido para incorporar as experiências formais transgressoras dos séculos mais recentes. Com o amparo de exemplos textuais e análises demonstrativas, o que se pretende, neste trabalho, é configurar uma abordagem de três momentos de transgressão em que os distintos versos do verso livre surgiram e se impuseram: 1. o momento de publicação e disseminação das Leaves of Grass, de Walt Whitman, quando foi sistematizado o Verso Livre Tradicional (ou Clássico); 2. o momento da morte de Victor Hugo, da tradução de Whitman para o francês e da publicação de “Crise de Vers”, de Stéphane Mallarmé, aquele em que se consolidaram o Verso Livre Polimétrico e o Verso Liberto; 3. o momento de surgimento do Imagismo, vanguarda poética estadunidense, momento em que foram sistematizados o Verso Curto e o Verso Livre Novo.
Palavras-chave: Verso Livre; Transgressão; Versificação
Data Envio: 14-06-2021

Congresso: Os versos do verso livre – três momentos de transgressão

Simpósio: POESIA E TRANSGRESSÃO
Título da Comunicação: Os versos do verso livre — três momentos de transgressão
Resumo: A consolidação do verso livre como forma poética default na contemporaneidade — em contraste, por exemplo, com o período em que o soneto se destacava como a forma predominante de fazer poesia — exige uma atenção mais detida para as práticas prosódicas que o conceito de “verso livre” abrange. Faz-se necessário compreender a historicidade e as características específicas dos distintos versos livres modernos para que, assim, seja possível identificar o que há de inovador ou não na produção contemporânea, o que há de transgressor ou não nos usos do verso livre entre nós — afinal, o surgimento do verso livre não representou o fim do verso ou dos seus aparatos de descrição, e sim o início de uma nova tradição de formas poéticas. Essas formas, por também terem como base o discurso, são analisáveis e passíveis de descrição segundo o mesmo instrumental de versificação que vem sendo utilizado há milênios, embora esse instrumental tenha sido expandido para incorporar as experiências formais transgressoras dos séculos mais recentes. Com o amparo de exemplos textuais e análises demonstrativas, o que se pretende, neste trabalho, é configurar uma abordagem de três momentos de transgressão em que os distintos versos do verso livre surgiram e se impuseram: 1. o momento de publicação e disseminação das Leaves of Grass, de Walt Whitman, quando foi sistematizado o Verso Livre Tradicional (ou Clássico); 2. o momento da morte de Victor Hugo, da tradução de Whitman para o francês e da publicação de “Crise de Vers”, de Stéphane Mallarmé, aquele em que se consolidaram o Verso Livre Polimétrico e o Verso Liberto; 3. o momento de surgimento do Imagismo, vanguarda poética estadunidense, momento em que foram sistematizados o Verso Curto e o Verso Livre Novo.
Palavras-chave: Verso Livre; Transgressão; Versificação
Data Envio: 14-06-2021

Congresso: Os versilibristas de 22 e a incompreensão do verso livre no Brasil

RESUMO:  A consolidação do verso livre como regime poético majoritário no Brasil,
processo cujo ponto de inflexão remonta à Semana de Arte Moderna de 1922, não se fez
acompanhar por uma crítica interessada em descrever as competências formais dos
modos de versificação que o conceito de “verso livre” abrange. O quadro é de flagrante
contraste com o tratamento que as diversas formas fixas receberam ao longo dos séculos
— o soneto, por exemplo, tão bem estudado e descrito em suas variantes. Com vistas a
explorar a hipótese de que as discussões sobre o verso livre foram e seguem
penalizadas, entre nós, pelo desentendimento dos seus epígonos quanto à própria
inovação, bem como pelo caráter controverso da defesa que fizeram dela em sua
origem, organizamos nossa investigação em três etapas: 1. apresentação dos argumentos
de alguns autores centrais do modernismo de 22 em prol do verso livre como elemento
de transgressão fundamental à ruptura modernizadora; 2. apresentação da associação
moderna entre “forma” e “fórmula”, que estigmatizou ambas como elementos de um
ofício poético não-moderno ou não-criativo; 3. contraste das concepções apresentadas
anteriormente com exemplos textuais e análises ilustrativas dos usos que os mesmos
autores fizeram do verso livre. Com o trabalho, pretende-se não apenas explicitar
contradições entre as formulações críticas-conceituais e as práticas poéticas de um
grupo de autores, mas também favorecer uma visão objetiva e desmistificada das formas
e fórmulas do verso livre moderno no Brasil, tarefa fundamental para a compreensão do
legado do modernismo de 22 cem anos depois.

PALAVRAS-CHAVE:  Verso Livre. Modernismo. Versificação.

Congresso: Os versilibristas de 22 e a incompreensão do verso livre no Brasil

RESUMO:  A consolidação do verso livre como regime poético majoritário no Brasil,
processo cujo ponto de inflexão remonta à Semana de Arte Moderna de 1922, não se fez
acompanhar por uma crítica interessada em descrever as competências formais dos
modos de versificação que o conceito de “verso livre” abrange. O quadro é de flagrante
contraste com o tratamento que as diversas formas fixas receberam ao longo dos séculos
— o soneto, por exemplo, tão bem estudado e descrito em suas variantes. Com vistas a
explorar a hipótese de que as discussões sobre o verso livre foram e seguem
penalizadas, entre nós, pelo desentendimento dos seus epígonos quanto à própria
inovação, bem como pelo caráter controverso da defesa que fizeram dela em sua
origem, organizamos nossa investigação em três etapas: 1. apresentação dos argumentos
de alguns autores centrais do modernismo de 22 em prol do verso livre como elemento
de transgressão fundamental à ruptura modernizadora; 2. apresentação da associação
moderna entre “forma” e “fórmula”, que estigmatizou ambas como elementos de um
ofício poético não-moderno ou não-criativo; 3. contraste das concepções apresentadas
anteriormente com exemplos textuais e análises ilustrativas dos usos que os mesmos
autores fizeram do verso livre. Com o trabalho, pretende-se não apenas explicitar
contradições entre as formulações críticas-conceituais e as práticas poéticas de um
grupo de autores, mas também favorecer uma visão objetiva e desmistificada das formas
e fórmulas do verso livre moderno no Brasil, tarefa fundamental para a compreensão do
legado do modernismo de 22 cem anos depois.

PALAVRAS-CHAVE:  Verso Livre. Modernismo. Versificação.

Dissertação de Mestrado: A inventividade de William Carlos Williams em tradução

Link: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/52426/52426.PDF

Resumo — O foco principal desta dissertação consiste em apresentar aspectos fundamentais da inventividade poética de William Carlos Williams (1883-1963) cujas fecundações em diversos sistemas poéticos ocidentais se fazem notar desde, pelo menos, o meio do século XX. Com base em levantamentos de dados, considerações críticas, análises textuais e traduções comentadas, a pesquisa é organizada em sete partes: (I) à guisa de introdução; (II) sobrevoo biográfico; (III) mapeamento da recepção de Williams no Brasil; (IV) fundamentação teórica; (V) a busca por uma nova forma, a formulação do Verso Livre Novo e primeiras traduções; (VI) a estética de objetos williamsiana e outras traduções; (VII) comentários finais e apontamentos futuros. O que se busca, ao longo de todas as etapas da investigação, é a formulação de ferramentas teóricas, críticas e tradutórias para abordar a obra em questão. Do mesmo modo, e consequentemente, o trabalho procura apontar caminhos para o enriquecimento do repertório da poesia brasileira, na medida em que visa preencher importantes lacunas de informação e tradução em relação a toda uma linhagem poética cujo ponto de inflexão, a obra de Williams, é iluminado em seus aspectos mais produtivos e fecundantes.

Dissertação de Mestrado: A inventividade de William Carlos Williams em tradução

Link: https://www.maxwell.vrac.puc-rio.br/52426/52426.PDF

Resumo — O foco principal desta dissertação consiste em apresentar aspectos fundamentais da inventividade poética de William Carlos Williams (1883-1963) cujas fecundações em diversos sistemas poéticos ocidentais se fazem notar desde, pelo menos, o meio do século XX. Com base em levantamentos de dados, considerações críticas, análises textuais e traduções comentadas, a pesquisa é organizada em sete partes: (I) à guisa de introdução; (II) sobrevoo biográfico; (III) mapeamento da recepção de Williams no Brasil; (IV) fundamentação teórica; (V) a busca por uma nova forma, a formulação do Verso Livre Novo e primeiras traduções; (VI) a estética de objetos williamsiana e outras traduções; (VII) comentários finais e apontamentos futuros. O que se busca, ao longo de todas as etapas da investigação, é a formulação de ferramentas teóricas, críticas e tradutórias para abordar a obra em questão. Do mesmo modo, e consequentemente, o trabalho procura apontar caminhos para o enriquecimento do repertório da poesia brasileira, na medida em que visa preencher importantes lacunas de informação e tradução em relação a toda uma linhagem poética cujo ponto de inflexão, a obra de Williams, é iluminado em seus aspectos mais produtivos e fecundantes.